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Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2011.

SAFRA DE TRIGO DEVERÁ SER MENOR

Os preços do trigo deverção ficar pressionados no mercado interno com a expectativa de queda na safra nacional do cereal e com o aumento do consumo nacional. Segundo a Conab, a produção nacional ficará em 5,15 milhões de toneladas no período 2011/12, o que representaria um decréscimo de 12,5% frente à safra anterior. Como o consumo nacional deve se situar em 10,4 milhões de toneladas, os estoques devem sofre uma redução, o que deve provocar um aumento das importações.

 

Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2011.

CARNE BOVINA: queda nas exportações

No mês de agosto, as exportações de carne bovina brasileira caíram 23,77% em volume e 2,26% em receita, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 90,59 mil toneladas embarcadas e US$ 458,91 milhões em receitas. Os preços favoráveis impediram uma queda maior, mesmo com o real valorizado.

O embargo russo está prejudicando demais o desempenho de nossas vendas, com a queda dos embarques para o país europeu ultrapassando 58% em volume e 48,6% em valor.

Espera-se uma solução rápida para a crise Rússia-Brasil para que os embarques se normalizem e o volume embarcado volte a crescer. Alguns poucos frigoríficos já obtiveram a liberação, mas ainda falta muito chão a ser percorrido até que todos estejam novamente aptos a exportar para a Rússia.

JUROS, DÓLAR e PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Após um longo período de indecisões, o governo parece decidido a reduzir os juros pagos pela dívida pública. Está aumentando o superávit e mostrando que vai perseguir com garra os seus objetivos. Com isso, deixa espaço para uma queda intensa na taxa de juros – entendendo por isso a queda da Selic para uma taxa real (acima da inflação) de 2% a 3%, no prazo de dois a três anos.

Essa taxa, de 2% a 3% acima da inflação, parece ser a possível, não de consenso, mas palatável, capaz de tornar viável um início no processo de queda das taxas de juros.

Em geral os bancos centrais são cautelosos e o processo de redução (ou aumento) das taxas de juros é lento e persistente, dando tempo para que o mercado ajuste as suas posições, sem traumas. É provável, portanto, que agora ocorra o mesmo.

Naturalmente que, quanto mais rápida for a queda dos juros, mais forte será a desvalorização do real, pois o fluxo de entrada de dólares para aplicações financeiras se reduzirá, enquanto ocorrerá o inverso com as saídas.

 
Postado por Fernando Mello - redacao@suma.com.br